segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Exposição Leonilson - CCBB

A principal característica da obra de Leonilson é a predominância da autobiografia e se concentra nos últimos anos de sua vida. "Cada peça realizada pelo artista é construída como uma carta para um diário íntimo", Lisette Lagnado.

De fato, na exposição Truth, Fiction é fácil perceber a diferença da obra de acordo com a época da vida do artista. 

Primeiramente, percebemos obras extremamente minimalistas, que remetem a pureza, a assepsia e o despojamento, em tons monocromáticos. Leonilson deu ao branco significados de dor e desejo, com uma estratégia de deixar grandes campos em branco para bordar palavras em suas margens e ganhando força no contraste com o vazio central. 




Logo em seguida, há obras com presença enorme de figuras geométricas. Os retângulos vermelho e dourado assumem personalidade ao serem identificados como Bad Boy e Fragile Soul.






Na próxima secção, nomeada As Geografias, percebemos um incrível trabalho que simula o corpo humano como um espaço geográfico. Além disso, são notadas as diversas viagens que o autor fez ao redor do mundo. Uma verdadeira fascinação por mapas e paisagens. Assim como em outros trabalhos, essas obras possuem um tom de desejo e dor muito notáveis




Em As Ilustrações, percebemos trabalhos voltados para publicação em coluna de jornal. Nesses desenhos, é notável a preocupação de temas frequentes no contexto paulista que Leonilson vivia, tais como violência, corrupção e crise da AIDS.





 Em Os 1991, há obras encontradas na casa do autor e que funcionam com uma cápsula do tempo e um mergulho no universo de Leonilson.




Os diários de Leonilson eram realmente desenhos feitos diariamente para descrever o universo pessoal do artista, com temas como o amor, desejo e sua incompletude. Numa cadeia de significantes e significados, o duplo é um elemento primordial, e a partir dele se desdobram imagens de amantes e de casais, a simetria e o espelhamento, e por fim a morte.




Na sala A cena Final, percebemos um tema religioso (Leonilson vinha de uma família predominantemente Católica), mas trabalhado de forma subversiva uma vez que o autor era homossexual. Na verdade, é uma representação religiosa entre a vida, a paixão e a morte.





E assim chegamos ao fim da exposição. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Viagem à Glaura

O distrito Glaura é conhecido por sua arquitetura do tempo colonial e a manutenção de alguns conceitos ao longo dos anos.

As demarcações territoriais do lugar são, de fato, bastante interessantes, há diversos exemplos de situações que envolvem espaço semi-privado, como os alpendres em frente a casas e garagens como extensões da rua. Os muros baixos, ou ausência destes, facilitam a perspectiva analítica. Pode-se observar, também, janelas direcionadas para a rua, sendo um ambiente de constante convívio com a vizinhança em geral.

Entrevistando moradores, percebe-se a grande união que há na comunidade, com muita confiança e utilização da rua como espaço de socialização.

Em suma, Glaura é um distrito pequeno que consegue, mesmo assim, unir diversos pontos de possível análise arquitetônica.

A seguir, apresento fotos ilustrativas da cidade:









Bom, durante a aventura em Glaura, os professores solicitaram um trabalho em grupo. Tal trabalho seria uma representação em forma de diagrama da cidade e deveria conter os elementos que conseguirmos captar da cidade. Obviamente, nós enfeitamos demais o trabalho e deixamos de lado as informações mais importantes. A seguir, a foto do trabalho pronto:



Logo após analisar o resultados, os professores solicitaram um novo trabalho com as mesmas indicações, mas, dessa vez, individual e a ser feito usando o photoshop. O resultado foi este: 




Mudando um pouco o assunto, vamos falar dos desenhos que fizemos na viagem. Foram diversos croquis, em diversos momentos. Admito que a parte de desenho é a mais legal, só que a que mais tenho vergonha de mostrar (estou superando isso). A seguir, alguns desenhos produzidos:







Por fim, no último dia fizemos uma prova, relacionando os elementos da cidade com os elementos do livro LIÇÕES DE ARQUITETURA. Não há como mostrar a avaliação aqui porque foi recolhida... Enfim, foi uma viagem extremamente produtiva e que, além disso, fortaleceu os laços de amizade na turma, que é muito importante para um ajudar o outro sempre que precisar.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Brincando com Photoshop


O Photoshop é uma ferramenta muito útil quando se fala em arquitetura. Uma imagem, um desenho, uma foto qualquer, tudo pode sofrer alterações para chegar num resultado satisfatório. Para isso, as ferramentas mais básicas são capazes de criar efeitos até impressionantes (pela facilidade em lidar com elas) e, sendo assim, é essencial para um profissional da área saber, pelo menos, fazer edições simples e rápidas para entrar no mercado competitivo dos dias de hoje.

Importante ressaltar que a edição abaixo foi feita com fins de aprendizado, mas também como um passatempo de sexta-feira durante a tarde. Principais ferramentas utilizadas: Spot healing brush tool, Healing brush tool, Patch tool (todas com a tecla de atalho "J").


imagem original:

imagem editada:


Usando sponge e burn tool ("O"), temos:

Com um pouquinho de Blush tool ("B") e voilà:
Lembrando, mais uma vez, que este conteúdo pertence a um longo aprendizado e falhas podem ser encontradas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Primeiros croquis de um futuro arquiteto (sem borracha e sem régua)

Em todos os desenhos a seguir NÃO foram utilizadas régua e borracha por orientação dos professores, além de existir um limite de tempo para finalizar os croquis.


Prédio visto do pátio da escola(15~30 min):

Corredor dentro da escola(10~15min):

Museu da Arte da Pampulha (15 min):

Corredor do museu (5 min):

Museu em 5 minutos:

Museu em 3 minutos:

Museu em 1 minuto:

Imagem real do museu: