Em contrapartida, o autor apresenta o ponto crítico da revolução, que seria a cultura (terreno dos objetos). Para o objeto-narrador, acabar com a cultura seria essencial para colocar, efetivamente, as idéias em prática, pois, segundo ele, objetos são, ainda, incapazes de produzirem cultura. Dessa forma, percebe-se que o elemento "cultura" seria o fator mais importante para deixar claro a soberania humana e não promover os objetos a dominadores.
Há quem diga que, numa comparação com o nosso mundo, a revolução dos objetos já é algo concreto e vem ocorrendo exatamente com os passos descritos no texto e, praticamente, o homem seria o objeto dos próprios objetos, sendo alienado pela cultura. Todavia, parece claro o ponto que o autor, Flusser, pretende enfatizar em seu texto: a importância da valorização cultural e desapego com os bens materiais em si. Por fim, a ciência da cultura estuda o próprio "estar no mundo" dos objetos, mas apresenta-se, de certa forma, fragilizada por ser "puro jogo sem propósito nem sentido".

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